Sexta-Feira, Santa. Ano: 2020, Brasil.

Da escuridão para a luz, e nada mais voltará a ser como antes. Será?




É sexta feira Santa!


Talvez, você tenha passado muitos anos sem tempo para fazer uma reflexão um pouco mais aprofundado sobre o real significado de sua existência aqui na Terra.

Talvez, tenha vivido até poucos dias atrás no automático.

Acreditando que, a vida, era crescer, comprar, comer, viajar, estudar, construir uma família...(?)

Talvez, não teve muito tempo para se perguntar: por quê estudo isso, por quê trabalho para essa empresa? Por quê casei com esse parceiro (a) ? Por quê eu tive filhos? Ou por quê não tive filhos? quem sou eu? o que estou fazendo aqui?

Talvez, você tenha sentido que essas questões eram muito filosóficas e pouco espaço poderiam ocupar em sua vida...

E, de repente, assim, sem avisar, um grande evento de ordem mundial nos colocou em um período crítico, denominado quarentena (período de 40 dias) que, com toda a nossa esperteza, burlamos esse tempo e, decidimos que seria uma quarentena de 15 dias... e por quê? Ora, ora! Simplesmente, porquê nós podemos controlar tudo, não?! E, a vida, não pode parar!


Sutilmente, fomos nos surpreendendo, dia após dia, com o tamanho da nossa pequenez e o quanto aquela vida “no automático” estava nos custando.

Começamos a perceber melhor nosso companheiro (a), as necessidades de nossos filhos, o custos fixos para manutenção da vida, a dificuldade de locomoção nos supermercados, a agonia de não podemos dar uma volta em um parque no fim de semana, a academia, o bar com os amigos, enfim, aquilo tudo que estava no automático de transformou em algo perturbador e para algumas pessoas, algo insuportável! Enfim, os questionamentos "filosóficos" acabaram tomando conta da rotina, trazendo conclusões (em sua maioria) catastróficas e desesperadoras.


Por muita coincidência, essa quarentena surgiu para nós, brasileiros, no mesmo período da então quaresma, vivenciada pela tradição cristã (período de 40 dias, sendo: entre o último dia do carnaval, quarta feira de cinzas, até a quinta feira que antecede a sexta feira santa, deixando aqui o olhar religioso um pouco de lado, não importa qualquer que seja a sua orientação religiosa, se você é brasileiro, faz parte de um campo de vibração de imigrantes que, em sua maior parte, chegaram ao Brasil com predominância e imposição da tradição religiosa cristã e, hoje, fazendo parte ou não da tradição, o seu movimento inconsciente será influenciado por esse campo).


Voltando ao tópico da coincidência, hoje, é sexta feira Santa, é dia da lembrança da crucificação de Cristo, não é uma data muito agradável, pois entrar nesse campo de vibração de sofrimento é um tanto puxado.

Mas, talvez, até hoje, você não teve muito tempo para pensar sobre esse fato, também! Afinal, somente nesses últimos dias você viu a sua vida virar de ponta cabeça e não tá sabendo por onde começar a resolver os pepinos, certo?! Pois é, talvez... Mas, hoje, é sexta feira Santa.


Uma data que marca um inconsciente coletivo de sofrimento.

Domingo é a Páscoa! O domingo está marcado no inconsciente coletivo como um dia mais animado que a Sexta Feira da Paixão, pois é celebrado a ressurreição de Cristo, ou seja, a transformação, a regeneração, um motivo pelo qual foi válido todo a sua luta e sofrimento e, como já alertei anteriormente, não importa sua orientação religiosa hoje. Se você é brasileira (o) está sobre esse forte influência.


Voltando ao Domingo de Páscoa, talvez, nos últimos anos de sua vida, esse dia sempre foi marcado por uma mesa farta, ao lado da sua família (família essa que, hoje, está sendo o motivo de suas reflexões existenciais mais profundas, mas mesmo assim, você engolia, por que, né?! Afinal, hoje, é dia de "reunir a família" e se anestesiar com comida, chocolate caríssimos e bebidas, falar mal de um parente ou de outro, enfim, anestesiar, se intoxicar com algum alimento, curtir uma ressaca, e amanhã, ora?! É segunda feira, vida que segue! Você vai deixar as crianças na escola, vai para o trabalho, ficar 12 horas sem ver os filhos e o parceiro (a), e a vida segue... mas não, pera!


Segunda não tem trabalho porque a quarentena segue ativa, domingo não tem almoço em família, talvez, não tenha nem chocolate caro para as crianças, talvez, a alimentação teve que ser reduzida, talvez, você teve que racionar melhor os investimentos, talvez, você possa apenas ter a oportunidade de lembrar das Páscoa passadas...


Talvez, você vai poder sentir melhor a força desse inconsciente coletivo, talvez, você possa sentir melhor que, no Brasil, e no mundo, há milhões de pessoas que não tem acesso ao mínimo que você está conseguindo nesses últimos dias, talvez, você se dê conta que, também, é um agente de transformação desse cenário e, que a melhor coisa que você pode fazer nesse momento é voltar algumas casas para trás, ou dias (anos?), e começar a dar atenção para tudo o que você precisa resolver e está postergando, achando que, amanhã, será melhor ... pois não será.


Haverão muitos dias de escuridão, pois muito há de ser feito internamente, dentro do seu ciclo familiar.


Haverão muitas noites escuras, não queira ver a luz, não nesse momento, entregue-se a esse momento de escuridão até que os seus olhos se acostumarem.


Quando seus olhos se entregam a escuridão , eles começam a enxergar o contorno das figuras. E o que você achava que era escuridão, na verdade, era a luz intensa te convidado para olhar.


Cada um de vocês estava em um momento de esgotamento e colapso, assim como, a Terra. Precisavam de um Tempo para olhar para aquilo que não conseguiam ver.


Mas por qual motivo eu falei sobre Cristo, Quaresma, SextaFeiraSanta e Domingo de Páscoa?!

Para lembrarmos do inconsciente coletivo e familiar, aquele espaço subjetivo, que não permite que sejamos tão livres quanto pensamos ser.


Que, ainda, estamos randomizando acontecimentos e fatos vivenciados pelos nossos antepassados, presente-passado-futuro, estão no aqui e no agora.


E que há, sim, uma dicotomia nesse plano, moldada por períodos de sofrimento e períodos de contentamento. Nunca será parte da natureza humana moldar o período a ser vivido, há algo que é maior do que a nossa própria vontade, a tarefa aqui, é aprender a nos relacionarmos de maneira mais harmoniosa com esses períodos tão controversos.



Há esperanças, amigos!

Porém, não vai passar.

A luz brilhou, não cabe mais dizer que não viu ou que não está vendo, você não conseguirá!

Haverá muita transformação.

Nada voltará a ser igual a antes.

Nenhuma Páscoa daqui pra frente será igual as Páscoas que se passaram, por muitas e muitas gerações, esse momento será vivenciado.


Entreguem-se a escuridão, com confiança.




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